Olho para a minha estrada e percebo que, no caminho que a ti me levou, esta palavra encontra-se em quase todas as esquinas presente.
E o destino, ontem, levou-me até ti. Sem que o soubesses e sem que eu o esperasse.
Numa cidade grande, mas nesse teu espaço, encontrei-te. Teriam bastado dois segundos e dobrarias a esquina, tempo que me fugiria por entre as mãos.
Numa rua, noite escura e hora tardia, naquele pequeno segundo, eu passava e vi-te. Seria impossível não te reconhecer. Senti que não podia pronunciar o teu nome, estavas tão perto e tão longe, tal como numa tela de cinema onde, vendo o filme da plateia, tenho perfeita consciência de que à tela não pertenço.
Não te chamei.. Não saberia qual o meu lugar no teu mundo se o fizesse. Por isso, abrandei, vi-te dobrar a esquina e segui. E doeu.
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