Só há poucos dias é que verifiquei que Setembro sempre foi um mês de acontecimentos na minha vida. Nem sempre foram todos bons, mas sem dúvida que foram um catalisador de decisões e acções que me marcaram profundamente.
Depois de ter sobrevivido a um acidente de carro que me poderia ter levado a conhecer outros mundos que não este, eis que me encontro aqui. Isso leva-me a questionar muita coisa. Numa questão de segundos não nos passa a vida pelos olhos mas aquilo que temos em nós. E damos conta que há coisas que já há muito que perdemos mas continuámos a acreditá-las - qual ferida aberta que nos consola ao imaginarmos verdade para não sermos confrontados com tudo aquilo que, de facto, é.
Uma vez mais esses ventos de mudança aproximaram-se de mansinho e, num repente brutal, abarcaram-me de uma só vez. E, se nem sempre foi fácil sobrevivê-los, passar por determinadas coisas ajuda e, ainda que uma tristeza profunda se abata, sabemos perfeitamente que iremos sobreviver.
Hoje não sei muito bem onde me encontro e sinto-me, entre tantas outras coisas, mais perdida do que nunca, pela noção de tudo o que já perdi. Ganhei, também, muito pelo caminho. Tanto. E tão bom. Amei cada luz e cada sorriso e, ainda que essas recordações se/me afastem aos poucos, guardarei tudo isso como uma relíquia naquele lugar só meu e do qual sei de alguém que terá sempre uma chave com "aquele" nome, para ali entrar. E esse espaço será nosso, como há tantos anos atrás.
Viverei para contá-la. Ainda que não saiba o meu amanhã.
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