Madrugada. Descalçou os sapatos e, pé ante pé, entrou pela casa adentro. Não se anunciou. Sorriu em silêncio e, enquanto percoria o corredor enorme, despiu cada peça de roupa devagarinho.
Deixou-se ficar à porta do quarto e olhou-a enquanto dormia. E voltou a sorrir. Caminhou lentamente até ao lugar que lhe pertencia e, num abraço fogoso, envolveu-a de olhos fechados para nunca mais a largar.
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