Sentidos inebriados. Cheiros intensos. Boca dormente. Sabe como está. Gosta. Sente tudo e de todas as maneiras. Não pensa. Deseja só. A chuva bate na janela. Está frio lá fora. Ouve-o dormir com a respiração baixinha e os olhos rasgados num sonho qualquer. As borboletas na barriga voam, e toca-lhe ao de leve para que não acorde e a veja a olhar para si. Dá-lhe vontade de rir. Murmura-lhe qualquer coisa ao ouvido. Não sabe se a ouve. E bebe mais um copo de vinho. Venha o resto da noite, a madrugada e o amanhã.
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