Monday, March 30, 2009

Estória IX

A humidade daquela noite não podia estar mais de acordo com o estado de espírito dela. Sentia uma saudade no corpo e um desejo na alma. E os olhos dele, à luz do escuro, eram um enorme incentivo ao alívio daquilo que ela pensava e daquilo que queria fazer.
E, sem saber se era devido à nostalgia, ao alcóol, ou às duas coisas, nesse momento qualquer coisa rossoou no seu íntimo, inexplicável, abrindo-lhe portas para, num murmúrio quase imperceptível, lhe perguntar:
- Dormes comigo esta noite, até que seja de manhã?

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