Ao fim de tanto tempo, num dia com número que a marcou, deixou que lhe entrassem pela vida, deitando a porta abaixo. Não poderá indicar nunca o seu nome, somente porque nunca saberá como lhe chamar ou agradecer. Só sabe que se sentiu grande nesse dia e que, entregando-se com uma simplicidade desmesurada, não esperava qualquer coisa em troca senão uma amizade profunda. E isso trouxe-lhe tudo. O passado rompeu com o presente que a unia e, nessa tempestade de sentidos, saiu mais forte e segura de si mesma. E fê-lo sabendo que subiu aos céus e desceu ao inferno com a mesma intensidade que havia amado um dia. Foi quando percebeu que estava liberta. E feliz.
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