Sunday, May 3, 2009

Domingo

Leu o livro pela última vez. Fechou-o. Guardou-o numa caixa de veludo e levou-o para a prateleira das memórias onde os sonhos que ficaram por viver hoje moram. Releu todos os emails que havia escrito e, lentamente, apagou-os. Um a um. Por cada um chorou. E por cada um guardou aquele pedaço mais bonito que, tantas vezes, lhe havia dado ânimo e a tinham feito sorrir.
Depois sentou-se no sofá, às escuras, com o som intemporal que havia ficado gravado na memória - aquele que lhe dizia o seu nome baixinho e como se fosse a primeira vez. Depois, deixou que o cheiro a Verão lhe entrasse pela janela e respirou fundo, olhou para a única folha de papel que lhe restava e, devagarinho, rasgou-a.

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