Há uns dias vacilou. Já não lhe acontecia há uns tempos, mas o que começou como um arrepio no peito, tornou-se em algo maior. E deixou-se ir. Primeiro a mão desceu-lhe pelas costas, os olhos fecharam-se e a respiração soou sôfrega mas baixinha. E lá dentro gritava "Não, não pode acontecer". Mas ela queria-o. E deixou-o abarcá-la num abraço bebido e num beijo quente de quem está completamente perdido. E ela sabia-o. E mesmo assim deixou-se desfalecer. Não sabia se de desejo se de medo, mas deixou-lhe as chaves na porta quando saiu.
Até ao seu "regresso".
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