Ele olha-a da porta da sala, voyer. Ela finge que não o vê, mas nos olhos que se comem deixam que o mundo inteiro desapareça e fique somente a sala, a pose lânguida no sofá, a atitude felina e de luxúria que antevém uma dança inventada à pressa, onde ela se perde e ele faz por se perder.
E (re)começa tudo uma vez mais.
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